Saturday, November 25, 2006

Homossexualidade

Puseram-me esta questão no meu blog de turma, no qual também participo e aqui anexo a minha opinião. Gostaria que pensassem no assunto e, claro, comentassem:
Quanto a mim, o casamento entre homossexuais não deve ser legalizado, muito menos a adopção de crianças.
Não tenho nada contra os homossexuais - pelo contrário, conheço alguns e dou-me normalmente com eles - mas seria um problema algo grave para a sociedade. Penso que haveria alguma confusão num país ainda tão conservador como o nosso e tendo como fé "oficial", não sei se assim se pode dizer, o cristianismo, seria completamente contraditório legalizar o casamento entre homossexuais.
Quanto à adopção de crianças, acho sinceramente que nem deveríamos pôr essa hipótese. Sugiro que se ponham na pele duma criança que tenha dois pais ou duas mães, em vez de uma pai e uma mãe. Qual não seria a nossa confusão, ao sair de casa e ver que os nossos colegas teriam uma mãe e um pai? O que será que nos passaria pela cabeça? Não pensaríamos nós se todos os outros é que não eram normais? Haveríamos de nos excluir a nós mesmos do resto da sociedade e dar origem a um "movimento", porque não seríamos os únicos a viver nesse drama...
O problema é este: todo o conceito de família pura e simplesmente deixaria de existir. Além disso, não podemos ser egoístas ao ponto de formar uma "família" e ter uma criança connosco só a pensar no nosso bem-estar. As crianças não são nenhum brinquedo; são, pois, o nosso futuro e o seu comportamento é o espelho do que têm em casa. Pensem bem nisto.

Wednesday, November 01, 2006

Bill Bryson


Aqui vou eu mostrar-vos, finalmente, por que razão gosto tanto do tipo de escrita deste senhor...
Estes são dois excertos do mais recente livro da sua autoria editado em Portugal, Notas Sobre Um País Grande:

"Foi com o basebol que cresci, foi o que joguei quando era criança, e isso, claro, é fundamental para apreciar verdadeiramente um desporto. Isso tornou-se evidente para mim, sendo americano, quando fui para Inglaterra há muitos anos... Fui com alguns amigos dar uns toques para um campo de futebol.
Tinha visto futebol na televisão e pensava que fazia uma ideia de como é que se jogava. Assim, quando um dos rapazes levantou a bola na minha direcção decidi dar um toque subtil de cabeça para a baliza, como tinha visto o Kevin Keegan fazer. Pensava que seria como cabecear uma bola de praia, ouviria um pequeno «bonk» e a bola sairia levemente da minha cabeça, descrevendo um bonito arco na direcção da rede. Claro que foi como cabecear uma bola de bowling. Nunca senti algo tão surpreendentemente diferente do que esperava sentir. Andei quatro horas com as pernas bambas e com um enorme círculo vermelho na testa com a palavra MITRE impressa. Jurei que nunca mais faria algo tão idiota e doloroso."

(...)

"A última contagem da dívida acumulada norte-americana, de acordo com a Time, estava «uma unha negra» abaixo dos 4,7 triliões de dólares. O número exacto era 4,692 triliões de dólares, pelo que é difícil questionar o uso da expressão. Contudo, representa uma diferença de 8 biliões. Uma unha de grandes dimensões nas contas de quem quer que seja.
Mas o que significam realmente 4.7 triliões de dólares?
Vamos tentar com um trilião. Imagine que está num cofre com toda a dívida nacional dos Estados Unidos e que lhe era dito que poderia ficar com cada nota de dólar que rubricasse. Digamos, para facilitar a questão, que conseguia rubricar uma nota a cada segundo e que trabalharia sem parar. Quanto tempo crê que levaria a contar um trilião de dólares? Vá lá, faça-me a vontade e tente adivinhar. Doze semanas? Cinco anos?
Se rubricasse uma nota a cada segundo teria 1000 dólares ao fim de 17 minutos. Depois de 12 dias de esforço ininterrupto, teria o seu primeiro milhão. Tomar-lhe-ia 120 dias para acumular 10 milhões e 1200 dias - um pouco mais de 3 anos - para chegar aos 100 milhões de dólares. Depois de 32 anos, tornar-se-ia bilionário e quase mil anos depois seria tão rico quanto Bill Gates. No entanto, só daqui a 31 710 anos contaria o seu primeiro trilionésimo dólar. Mesmo assim, teria chegado apenas a menos de um quarto da pilha de dinheiro que representa a dívida nacional norte-americana. Isto é um trilião de dólares..."
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