Thursday, October 19, 2006

Crítica a algo que li...

Bem, primeiro que tudo, agradeço que compreendam que não vou criticar nada da mesma maneira que o Bloco de Esquerda faz... Vou criticar, ou se ja, dar a minha opinião para poder recomendar alguns livros que eu ache realmente bons. Ok, já devem estar a pensar "Mas quem é este gajo para vir para aqui falar de livros?". E eu respondo-vos: "Ninguém... Mas o blog é meu.".
Bem, a partir de agora, sempre que acabar de ler um livro, falar-vos-ei sobre ele e poderei dizer-vos se vale a pena ou nao. Isto realmente é um bocado parvo porque neste momento não acabei de ler livro nenhum... Mas desde Março que tenho devorado livros porque saí do Iseg e tinha muito tempo nas minhas mãos... Entao, se estava a ser inútil para a sociedade portuguesa, havia que, ao menos, dar dinheiro ao Estado (pelo pagamento do Iva), ao comprar carradas de livros... Porque é que estou para aqui a aparvalhar? Devo ter a mania que tenho piada... Bem, no fundo, sou uma besta... Ou se calhar não... Não, sou mesmo!
Bem, é óbvio que não me vou pôr para aqui a falar de todos os livros que li, senão vocês entretanto morriam, ou algo parecido.
Primeiro que tudo, vou falar-vos de um autor que neste momento é realmente o meu preferido. O tipo chama-se Bill Bryson e como se não bastasse ele ser mesmo bom a escrever, tem aquela qualidade, da qual muitos discordarão comigo, de ter nascido na terra dos grandes Slipknot...
Bom... Por volta de Novembro do ano passado, li um livro que continuo a achar que é o melhor que alguma vez me passou pelos olhos. Chama-se Breve História de Quase Tudo e fala sobre tudo o que está relacionado com Ciência. A questão é que, além de ser muito interessante, o livro não torna o assunto enfadonho, porque há realmente imensas piadas a propósito de muitas das personalidades consideradas como génios, como, por exemplo, Charles Darwin... Toda a gente o imagina como um cientista muito cuidado com os seus estudos... Por amor de Deus, o gajo espetava alfinetes nos olhos só para ver o que acontecia!!! Mas por todo o livro encontramos histórias que nos levam às lágrimas, tanto de riso como de choro, porque por vezes até temos pena do pessoal que viveu noutros tempos... Podemos dizer muitas vezes "epá, realmente o mundo passou aí uma fase complicada..."
Já estou a divagar... Bem, a questão é que gostei tanto do livro que tive curiosidade em continuar a ler esse mesmo autor. Vai daí, comprei A Terra dos Cangurus... Este sim, é mesmo de rir até às lágrimas... O tipo é mesmo engraçado e parece que atrai certos acontecimentos caricatos na sua vida... Como o próprio nome indica, o livro fala-nos da Austrália e de todas as suas maluqueiras... É mesmo incrível... Como já devem ter reparado, este tal Bill Bryson viaja e depois escreve um livro sobre o sítio onde esteve e sobre tudo o que lhe aconteceu.
Continuei a apreciar muito o seu trabalho, de modo que li imediatamente a seguir mais quatro livros seus: Made in America (que fala da história, cultura e língua americanas), Crónicas de Uma Pequena Ilha (fala sobre a Grã-Bretanha e de todas as coisas que podemos esperar dos ingleses...), Nem Aqui Nem Ali (tem como assunto a viagem do autor pela Europa, desde a Noruega até à Turquia) e finalmente Diário Africano (um pequeno compêndio que foi feito com o objectivo de reverter dinheiro para o Quénia). Com isto posso dizer-vos com toda a certeza LEIAM BILL BRYSON, é mesmo muito bom...
Li muitas outras coisas, mas três dos livros que me marcaram foram Eu Lúcifer, Tortura e A Casa Quieta.
Primeiramente, Eu Lúcifer é uma comédia de Glen Duncan que é relatada na primeira pessoa, pelo próprio Diabo. É incrivelmente sádico nalgumas partes e o autor não tem quaisquer problemas em escrever palavrões... É realmente bom e faz um pouco troça do culto do Demónio...
Em seguida, Tortura. Livro de Brian Innes, que me fez abrir os olhos para o que tem acontecido ao longo dos séculos em todos os interrogatórios sobre quaisquer assuntos... O Homem é uma máquina mesmo cruel, sem quaisquer escrúpulos perante o sofrimento que pode infligir ao seu próximo.
Finalmente, A Casa Quieta, de Rodrigo Guedes de Carvalho. É um livro maravilhoso, mas muito complexo... Por exemplo, a acção começa em Novembro de 2005 e vai regredindo até Marçode 2005. Depois volta a 1985, avança até 1995 e volta a Março de 2005. É muito bom porque faz-nos perceber qual a importância dos filhos num casal, qual a importância da fidelidade num casasmento e do amor verdadeiro em qualquer altura, principalmente nos maus momentos, tal como a doença...
Bem, já escrevi demais... Vou mas é pôr-me na alheta... Cumprimentos

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