Lunático à solta!!!
Terá sido o carácter aleatório dos esfaqueamentos sucessivos ocorridos a 16 de Setembro na Praça de Espanha, um dos lugares mais movimentados de Lisboa, em plena hora de ponta e sem que ninguém desse por nada, que espantou as pessoas? Ou o facto de o assassino ter garantido a uma das vítimas que "não ia parar por ali"? Ou por ter morto, sem sentido, um transeunte que estava no lugar errado à hora errada - Miguel Pereira, um cenografista que montava n'A Comuna o espectáculo Marcas de Sangue? Não se sabe porquê, mas os crimes do "esfaqueador de túnica branca" geraram um alarme social de algum significado.
Primeiro, no calor da discussão, perto da Polícia Municipal, o homem esfaqueou um seu conhecido, natural do Bangladesh, atravessando a Praça de Espanha, em Lisboa, em direcção à Avenida de Berna. Enquanto corria, nervoso, abria literalmente caminho à facada, ferindo uma mulher. De seguida, de regresso à Praça, atinge Miguel Pereira, 31 anos, designer de luz que trabalhava no teatro d'A Comuna.
"Foi um rebuliço", diz fonte hospitalar do Curry Cabral, unidade onde foram assistidas as vítimas. "Nenhuma equipa das urgências está preparada para receber, de rompante, três casos a necessitar de cirurgia urgente." Ainda por cima todas esfaqueadas no abdómen. Duas das vítimas foram operadas e sobreviveram, necessitando de períodos de internamento superiores a uma semana. As coisas podiam ter parado por ali. Mas, desde então, praticamente não há dia em que não se ouça mais um relato assustado sobre o caso.
Até empresas desta zona já acautelaram os seus empregados! "Ele anda sempre de túnica branca, pergunta as horas às pessoas e depois ataca-as", diz Conceição, uma mulher de 50 anos.
A onda de alarme social chegou à Internet, com dezenas de e-mails a darem conta de onze pessoas esfaqueadas entre a zona do Saldanha e do El Corte Inglés". Mas, assegura a Polícia Judiciária, trata-se de falso alarme. O verdadeiro autor está identificado, mas não detido e não houve mais casos relacionáveis com este, garante a PJ.
Fonte: Visão, 6 de Outubro de 2005
Saudações idealistas, Nelson Nunes
Primeiro, no calor da discussão, perto da Polícia Municipal, o homem esfaqueou um seu conhecido, natural do Bangladesh, atravessando a Praça de Espanha, em Lisboa, em direcção à Avenida de Berna. Enquanto corria, nervoso, abria literalmente caminho à facada, ferindo uma mulher. De seguida, de regresso à Praça, atinge Miguel Pereira, 31 anos, designer de luz que trabalhava no teatro d'A Comuna.
"Foi um rebuliço", diz fonte hospitalar do Curry Cabral, unidade onde foram assistidas as vítimas. "Nenhuma equipa das urgências está preparada para receber, de rompante, três casos a necessitar de cirurgia urgente." Ainda por cima todas esfaqueadas no abdómen. Duas das vítimas foram operadas e sobreviveram, necessitando de períodos de internamento superiores a uma semana. As coisas podiam ter parado por ali. Mas, desde então, praticamente não há dia em que não se ouça mais um relato assustado sobre o caso.
Até empresas desta zona já acautelaram os seus empregados! "Ele anda sempre de túnica branca, pergunta as horas às pessoas e depois ataca-as", diz Conceição, uma mulher de 50 anos.
A onda de alarme social chegou à Internet, com dezenas de e-mails a darem conta de onze pessoas esfaqueadas entre a zona do Saldanha e do El Corte Inglés". Mas, assegura a Polícia Judiciária, trata-se de falso alarme. O verdadeiro autor está identificado, mas não detido e não houve mais casos relacionáveis com este, garante a PJ.
Fonte: Visão, 6 de Outubro de 2005
Saudações idealistas, Nelson Nunes

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